terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Como e o por quê invisto em previdência privada, mesmo sendo funcionário público

Fala galera, tudo certo?!

Estou devendo vários posts para vocês, mas hoje vim escrever sobre uma questão recorrente no blog: a previdência privada.

Inicialmente, a maior questão é: por que você investe na previdência privada, mesmo sendo funcionário público?

O principal motivo é que não dá para confiar no sistema público previdenciário. Simples assim. Isso, por si só, deveria ser motivo suficiente para que buscássemos alternativas (não necessariamente a previdência privada) para nossa aposentadoria, antecipada ou não.
Os funcionário públicos possuem diversos regimes previdenciários, como no caso de policiais, de militares, médicos, entre outros. Um grande bolo, do qual faço parte, quando ingressou na carreira tinha a promessa de se aposentar antes dos 65, ou seja, poderia se aposentar com salário "integral", desde que com pelo menos 55 anos de idade e 35 anos de serviço (de contribuição).
As aspas indicam a relativa integralidade dos vencimentos, já que a parte que será mantida é o subsídio, as verbas não integrarão a aposentadoria.
Bem, voltem um pouco no texto e vejam que deixei em negrito o termo "promessa de". Não foi ocasional, é a mera expectativa de nos aposentarmos nessas condições, mas sem que tenhamos qualquer garantia.
Acerca de tal expectativa, são retirados 11% do nosso subsídio (não está limitado ao teto do RGPS - Regime Geral de Previdência Social) e destinados à seguridade.
Parece uma boa contrapartida. Vejam: numa conta de buteco, teríamos 12 contribuições anuais, por 35 anos. Seriam 420 depósitos de 11% da renda, sendo que no final, você receberia eternas parcelas, de acordo com seu último subsídio (ou seja, não exatamente proporcional ao que contribuiu). Vamos fingir que esses 11% significassem 1000/mês e que esse valor não aumenta ao longo do tempo.
Teríamos 420 contribuições de R$ 1.000,00, com juros de 0,6% a.m., o que daria um patrimônio acumulado de R$ 1.890.000 aproximadamente.
Com uma taxa de retirada segura de 5% a.a., daria R$ 94.500/ano ou 12xR$ 7.875

Se nessa conta já é favorável, imagina na vida real. É muito melhor.
Só tem 1 pequeno problema: o sistema previdenciário foi desenhado de tal forma que a população, apesar de se aposentar relativamente "cedo", morria bastante "jovem" e quem pagava a aposentadoria eram aqueles que ainda estavam trabalhando ( isso mesmo, as suas contribuições à previdência não ficam reservadas para você, ou seja, o sistema previdenciário vive de contracheque em contracheque). Porém, a realidade atual é ainda pior: muitas pessoas aposentando, não tantas pessoas trabalhando (formalmente) e sustentando o sistema, que tende a colapsar (nos moldes atuais).

Em suma: a conta não fecha e não me aposentarei com os benefícios que vemos hoje.

Entendido o motivo para eu buscar alternativas para a aposentadoria, por que escolhi a previdência privada como uma das alternativas?

Simples: benefício fiscal. Não há nenhuma ilicitude com isso, é apenas um ajuste fiscal, que entendo me trazer benefícios.

Todos os meses, além do valor da previdência, desconta-se também do meu contracheque o Imposto de Renda (IRPF) de 27,5%. Mas isso nem sempre é o suficiente para o leão, por isso, quando da declaração de ajuste anual teria que pagar um pouco mais (prestem atenção ao nome, a declaração é de AJUSTE, você já deveria ter pago o valor, ou foi pago a maior, só que por ser num momento posterior, fazemos grande confusão), por volta de R$ 800,00.

Ok, não é muito, é sobre os valores recebidos e está na lei, mas ai que vem minha decisão: ao optar por uma previdência PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) você pode investir até 12% da sua renda bruta TRIBUTÁVEL do ano base e quando da declaração de ajuste anual (ou seja, no ano seguinte), você recupera uma parte deste valor.

Mas FPI, se você pode se beneficiar de restituir o correspondente a até 12% da sua renda bruta tributável anual, por que não contribuir com os 12%?
Explico:

1) a restituição não é na proporção de 1:1 (R$ 1 restituído para cada R$ 1 que contribuí no PGBL).
Vejam o meu exemplo real:
Contribuindo R$ 0, não haveria restituição, mas sim um débito de R$ 800;
Contribuindo R$ 1200/ano, ainda não haveria restituição, mas sim um débito de R$ 490
Contribuindo R$ 3000/ano, restituiria incríveis R$ 4,85
Contribuindo R$ 4500/ano, restituiria incríveis R$ 417,35
Contribuindo R$ 6000/ano, restituiria R$ 829,85
Contribuindo R$ 12000/ano, restituiria R$ 2479,85
Contribuindo R$ 15000/ano (ou mais, porque acima dos 12%), restituiria R$ 3013,37

*OBS: não estão computadas as demais despesas restituíveis.

Aqui o ponto é não pagar nada a mais de IRPF. Pense que com R$ 3.000,00, eu "libero" R$ 800 que eu pagaria (e deixaria de render para mim) e coloco esses R$ 800 para me render juros (por um longo período). É como se ganhasse 2x, mas vou pagar imposto sobre esse valor lá na frente.

Ou seja, na minha cabeça, a conta funciona assim:
Desembolsei R$ 3000 (q desembolsei) - R$ 800 (q deixei de desembolsar pro IR) - R$ 800 (que ficou rendendo para mim, pq aportei), ou seja, o dinheiro que "prendi" na previdência foram R$ 1400.

Deixar quase todo meu aporte na previdência, seria prejudicial demais, pois ficaria com o dinheiro todo preso, pois a retirada de valores em um período curto (< que 15 anos) tem uma alta incidência tributária.

2) Por que um valor tão pequeno então, se é pra sua previdência?
Oras, eu somente invisto na previdência privada para melhorar minhas disponibilidades financeiras. O Beto Fiscal comentou no blog dele (vejam aqui) sobre um evento muito ruim, a morte de seu pai (meu sentimentos, caro amigo), mas que o valor deixado por meio da previdência foi liberado rapidamente e sem muitas burocracias.
Resumidamente: previdência não vai pro inventário.

A ideia é deixar um dinheiro que poderá ser acessado "rapidamente" para os meus parentes, e como o restante não ficará "perdido" (mas pode demorar para ser liberado), é bom ter essa camada "de segurança" a mais. O meu dinheiro para me aposentar mesmo fica em RF + ações + FII (e num futuro em investimentos no exterior tb).

Mas vejam que talvez esse valor nem seja assim tão pequeno.

3) E se não é tão pouca grana assim, vai começar a colocar mais grana na previdência ou tem maracutaia ai no meio?

É meus caros, aqui acho que tem uma coisa que é obvia, mas muita gente ignora: se você reinvestir o valor da restituição, esse valor é contado novamente nos 12% que expliquei no ponto 1.
Vejam só:
Ano passado, contribuí com R$ 2.650,00 para a previdência privada, considerando as demais despesas dedutíveis (educação e plano de saúde), restituí R$ 1440,00. Se não pagasse previdência, restituiria R$ 750. Ou seja, pouco mais de R$ 200 por mês (que estão lá rendendo, mesmo q pouco) me permitiram restituir quase R$ 700 a mais.
Agora, até o mês de dezembro, faço um aporte de todo esse valor restituído e mais os R$ 200/mês, o que elevará minha próxima restituição para algo próximo de R$ 1760.
No outro ano (considerando a mesma métrica), eu vou colocar R$ 200/mês + R$ 1760 restituídos, com a expectativa de restituir quase R$ 1900.
E assim vai aumentando o bolo.
Veja: na minha cabeça, essa restituição eu já não tinha mesmo, já era um dinheiro "perdido", então eu o deixo lá rendendo um pouquinho.

Se eu pagasse o máximo de contribuição dedutível (R$ 14.000), eu restituiria "somente" R$ 4.550, mas como já comentei, acho R$ 1.000/mês muito da minha renda para ficar nesse investimento.

4) Mas porque você escolheu a previdência X e não a Y para investir?
Escolhi um plano razoável, com uma taxa não tão alta, considerando o meu baixo volume. Em breve terei R$ 10.000,00 na previdência, o que me permite acessar alguns outros produtos com taxas mais atratativas. Ai, é só fazer uma portabilidade e seguir tendo uma rentabilidade maior.

Pessoal, sei que ficou longo, mas tentei explicar os meus motivos para investir em previdência da maneira que faço. Críticas e sugestões são sempre bem-vindas.
Sei que não é uma maneira perfeita, mas, ao menos, parece interessante para mim neste momento.

Deixem as dúvidas ai que vou tentar responder.
Abraços

31 comentários:

  1. Qual previdência você investe?

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    1. VERDE ICATU PREVIDÊNCIA - https://funcionariopublicoinvestidor.blogspot.com/2017/06/atualizacao-do-patrimonio-financeiro.html

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  2. Olá, muito bom o seu post.
    Eu tbm sou funcionário público, mas decidi migrar para o regime de previdência limitado ao teto do INSS, mas não aderi ao FUNPRESP. Prefiro eu mesmo investir em RF, ações e FII.
    Minha dúvida é a seguinte: mesmo com menores contribuições previdenciárias, eu tbm conseguiria os mesmos benefícios fiscais ao utilizar essa estratégia da previdência privada, nos mesmos moldes que você faz?
    Abraço!

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    1. Caro Anônimo, é exatamente o que eu faço.
      FUNPRESP e análogos geralmente são mal geridos, o que coloca em risco nossa tranquilidade futura, ao meu ver.
      RF + ações + FII me dá uma tranquilidade maior, além de mais possibilidades, como um dia cismar de vender vários ativos para rodar o mundo, morar num barco, etc.
      Minha questão de contribuir com valores mais baixos é essa do benefício fiscal.
      Não esqueça de contabilizar também convênio médico ou consultas particulares, dentista, estudos dedutíveis, entre outras coisas, para ver se o valor faz sentido para você.
      Abc

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    2. O problema da FUNPRESP é não saber o quanto vão te pagar futuramente, mesmo tendo uma perspectiva de contribuições. Já liguei lá para saber e nem eles sabem.

      Por outro lado, rezando para que o FUNPRESP dê certo, a cada real que se paga, o governo entra com mais um real. Pelo menos é assim no meu plano. Então querendo ou não, pode ser que seja um bom negocio.

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    3. PF concordo que as instituições estão parecendo boas, mas na verdade, ninguém sabe de muita coisa, depois fica algo parecido com aquele fundo de pensão dos correios ou da perto (guardadas as devidas proporções, claro).

      Essa contrapartida é a parte atrativa. Vale a pena entender como funcionam as regras, principalmente quem pensa em migrar de carreira.
      E esse 1:1 da uma baita animada, mas nem todos os planos chegam a esse total.
      Por aqui, eu teria uma considerável perda caso de certo a minha aprovação noutro concurso.

      Abc

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  3. Funpresp não é mau gerida (ainda). E de cara você já começa com 40% a mais por conta da contrapartida do órgão.

    Não vejo como isso pode ser ruim

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    1. Concordo, os últimos relatórios estaobem consistentes e tem uma linha conservadora.

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    2. Anon, é preciso ver bastantes detalhes. Uma das coisas q me deixa com o pé atrás é, em breve, descobrir que a conta não tá fechando, muito funcionário aposentou e q teria q pagar ainda aposentado, parecido com o que ocorreu nos fundos dos correios.
      40% a mais é bom mesmo.
      O meu outro porém é que não pretendo seguir até os 55 anos nessa carreira, isso também precisa ser analisado.

      Bipolar, precisa ver q no caso do funpresp em particular, é bem "jovem" ainda. E precisa ver se esse perfil bem conservador te interessa.

      Bipolar e Anon,
      Há outro detalhe. Citei o funpresp por ser um dos mais famosos, porém eu não tenho acesso a ele. Salvo engano, é apenas federal.
      No estado é preciso ficar de olho como se da a eleição dos gestores e tantos outros detalhes.

      Abc

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    3. O Funpresp é por regime de capitalização, diferente dos correios por exemplo e de outros fundos de pensão que funcionam em regime de repartiçaõ. No Funpresp a conta é individual e cada participante só recebe o que contribuiu, sendo assim é impossível o déficit no fundo. o que pode acontecer é a rentabilidade ser baixa, mas até o momento tem sido bem interessante. Se achar a rentabilidade for baixa você pode fazer portabilidade depois de um tempo.

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    4. "impossível o déficit no fundo" - no país da corrupção tudo é possível.

      abs!

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    5. Charles, não estudei detalhes do contrato, mas parece que você sim.
      É preciso ver onde estão as garantias, quaisquer que sejam, se é que existem.
      Se for nesses termos, parece uma previdência privada, que, vide histórico, já faliram. Vale ficar de olhos abertos.

      Scant, acho bem plausível o que você falou.
      Dai essa minha escolha.
      Busquei uma instituição que, pra mim, praz alguma credibilidade.

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  4. Olá Funcionário!

    Só uma obs nos seus cálculos: Esse valor de patrimônio acumulado R$ 1.890.000 não foi considerado que daqui a 30 ou 35 anos valerá menos do que a metade disso por causa de um importante fator, a inflação acumulada. Acredito que o cenário, para a previdência é ainda pior no futuro. Ou aumentamos a alíquota de arrecadação (o que ninguém quer, nem eu, rs) ou aumentamos a idade para se aposentar. A conta não fecha!

    Quanto ao seu investimento em previdência privada, não seria mais vantajoso aplicar numa NTNB-principal 20xx? Acredito que seja mais vantajoso. Abraços

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    1. Fala Hank, beleza?
      Sua observação está correta, não considerei a inflação (daí Pq eu ter tomado a liberdade de fazer a conta de boteco ;D)
      Também considero como pior o cenário futuro, já que o sistema foi desenhado para ter + pessoas trabalhando do q aposentadas e com a conta sendo paga "ao vivo" (não há um acúmulo de patrimônio em seu nome, os trabalhadores ativos de hj pagam as contas daqueles q e estão aposentados hj).

      Gosto tb do TD, mas busco na prev privada uma vantagem tributária: receber juros por muitos anos sobre um $ que não estaria comigo.
      Outra questão é que num futuro quero passar pra uma previ com maior exposição em renda variável.

      Abc

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    1. "qual o sentido se vc entende tanto de investimentos de dar seu dinheiro na mão de outros q vão investir pior q vc e ainda pagar caro por isso, não entendo"
      https://www.bastter.com/mercado/grupos/forum.aspx?g=107&t=802462

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    2. Obrigado, Scant.
      Vamos lá:
      1) o conteúdo do Bastter eu acho muito interessante, mas não se pode negar que bastante extremista. Ele escreve (muito bem, diga-se de passagem) para as massas.
      Via de regra, a galera que frequenta os blogs de finanças está um pouco acima dessa massa.

      2) "de dar seu dinheiro na mão de outros q vão investir pior q vc e ainda pagar caro por isso, não entendo" - isso é um pouco relativo. Creio que a maioria de nós gostaria de ter investido no Alaska Black há uns 2 - 3 anos, só pra dar 1 exemplo.

      Trazendo pras PP, fico na seguinte conta:
      Coloco, "efetivamente" R$ 2400/ano (pois o $$ restante, eu não teria, caso não investisse esse volume na PP).
      Fiquei com 4k investido (2400 meu + 1600 de restituiução)
      Então tenho 4k rendendo por muitos anos, pra eu pegar lá na frente, considerando que ainda posso migrar num futuro para planos mais interessantes (no caso dos privados).

      Caso não fizesse isso, seriam "apenas" 2,4k, talvez 3k/ano para aportar.
      vamos lá
      R$ 250/mes * 6%/ano * 30 anos = +- 251K (eu investindo com a mesma rentabilidade da PP)
      R$ 250/mes * 8%/ano * 30 anos = +- 372K (eu investindo com a uma ótima rentabilidade, a meu ver)
      R$ 380/mês (2000 aporte + R$ 1560 de restituição)* 6%/ano * 30anos = +- 381K (investindo na PP, sem considerar os aumentos das restituições de IRPF, que é a minha regra descrita acima).


      Acho q essa opção da PP viável, até pq aloco pouco capital nela. No momento do resgate o imposto será de 10% (sobre o total, porém num momento que a contribuição é menor que os juros acumulados).
      Ainda serve como uma "seguro" de "rápido" acesso aos meus descendentes, caso eu lhes falte.

      Por hora, me parece algo interessante, mas adoro ouvir opiniões contrárias, pq estou disposto a mudar de ideia.
      Abc

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  6. FPI,
    Salvo engano a PP tem uma taxa anual também. Eu ainda não parei para analisar como é incidido imposto nos resgates.

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    1. Paga tx de adm. Por outro lado, não incide come cotas. Veja os artigos do site do aportador financeiro Recomendo

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  7. Olá FPI,

    Fiz uma série de postagens sobre PGBL.
    http://oaportadorfinanceiro.blogspot.com/search/label/PGBL

    Tem muita informação lá, talvez possa ajudá-lo

    Grande abraço

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    1. Sim. São excelentes seus artigos.
      Minha capacidade de explanar e de análise são bastante mais limitadas. Mas vamos pra guerra com as armas q a gente tem. Kkkk. Abc

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  8. Bacana o texto. Tenho um site relacionado: como investir na bolsa de valores com pouco dinheiro. Talvez se interesse. Vlw! ;-)

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  9. Também sou servidor. Faço dois tipos de investimentos financeiros pensando na minha aposentadoria.
    1) SPPREVCOM (entrei no serviço público depois de 2013). Essa é um NoBrainer pra mim. É 100% de rentabilidade automática (contribuição do patrocinador). Antes que falem, a situação da SPPREVCOM é bem diferente desses fundos dos Correios e Petro. Aliás, novos magistrados também estão nela, o que dá uma robustez jurídica e fiscalizatória absurda (não sei se MP também está).
    2) Investimentos normais (FIIs, RF, etc). Lentamente vou aportando e acumulando. Sem segredo.

    Faço também mais dois investimentos pessoais:
    3) Estudos. Estou terminando a faculdade de Direito e estudando pesado para futuros concursos jurídicos.
    4) Saúde. Esse é fundamental. Passei dos 30 e estou na melhor forma física da minha vida.

    Esqueçam motivação e frases de efeito. O segredo do sucesso é a constância no objetivo.

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    1. Vamos aos considerandos de forma bem direta:
      1) parece um ótimo negócio. Se você confia, vá aportando aos poucos e fique de olho, qualuqr coisa, corra para fazer uma portabilidade.
      2) ficaria mais aqui
      3) meu foco atual. Veja o novo post
      4) concordo 100%

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  10. Bem Pessoal, também sou Funcionário Publico e por acaso acabei encontrando esse blog.
    Parabéns pelo conteúdo FP!

    Muito interessante seu artigo, gostaria de compartilhar minha experiência com o tópico.

    Ingressei depois de 1997, mas antes de 2013, ou seja, estou meio que no limbo previdenciário. rsrs.
    Minha aposentadoria está definida legalmente pela média aritmética de todos os meus salários nos 35 anos de atividade, sendo considerados apenas ou últimos 80% dos salários (para ser mais claro. se em toda minha vida funcional eu recebesse 1000 salários, a média seria feita com os últimos 800 salários).

    O pessoal da FUNPRESP visitou meu trabalho e tentou nos convencer a migrar para o novo regime. Limitando-se a contribuir e se aposentar pelo teto do INSS + aportes no FUNPRESP.

    Daí decidi pesquisar a respeito. A FUNPRSP de fato tem a vantagem da contribuição patronal 1 + 1 até um certo limite de contribuição. O BenchMark é de IPCA+4% Até aqui tudo ótimo!
    O lado ruim da coisa:
    -você só pode resgatar quando chegar na idade contratada (Ex. 65 anos) ou se for exonerado.
    -Há taxa de carregamento nos aportes de 7%, que irá corroer uma parcela do aporte patrona, podemos assim dizer, até aí sem problema, não foi corroído o seu montante aportado.
    -Como foi dito acima, a gestão é privada e pode ser alterada politicamente e talvez nunca alcance IPCA+4% . Se alcança, parece que tem taxa de performance, não me recordo bem.

    Acabei por ficar no meu regime previdenciário, mesmo correndo o risco do governo. Sendo assim decidi em 2017 fazer um PGBL para ter o benefício fiscal.
    No meu caso decidi aportar exatamente os 12% de minha renda, vamos supor que seja o valor de R$15k para facilitar a conta.

    Na restituição do ano seguinte, recebi 1/3 do meu aporte o que daria 5k. Em 2018 já não precisei aportar 15k novamente e sim 10k, ou seja. Se sempre reportarmos a restituição, só precisamos complementar com os outros 2/3, que seria aprox. 8% da renda.
    Acho que vale a pena fazer o esforço inicial de 12% total.

    Como a alíquota ideal para o PGBL é a regressiva, o resgate pagando 10% de IR (menor valor) deve ser realizado após 10 anos. O que pretendo fazer e reinvestir em outra coisa RF+RV. Ao meu ver, cada aporte anual só precisa ficar preso na PP por 10 anos, e daí surfar o benefício fiscal, pois a rentabilidade em pp geralmente é baixa. Após isso, tchau pp!

    Ano passado surgiu alguns pp de fundos multimercados como o a SPX, que é um espelho fundo multimercado só que sem come cotas, baixa taxa de administração e alíquota de IR de 10% no resgate. As superprevidências estão surgindo e me parece interessante para a minha estratégia, já que a grana ficará aportada por 10 anos.
    Pra mim o PGBL é uma boa.

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    1. Ocean, essa questão de reinvestir o valor restituído é bem como eu faço mesmo.
      No meu caso daria menos que 1/3 e os 12% ao ano seria muito dinheiro preso (proporcional ao meu capital total).
      Terei algumas mudanças na vida em breve (vou sair da casa dos parentes e tocar minha vida) e não quero alocar nisso tanto capital.

      Também estou de olho nas outras previdências. Tendo 10k ou mais, já terei algumas outras opções melhores.
      Pretendo migrar para alguma com maior exposição à RV, ou, quem sabe, manter 2 distintas.

      Vale lembrar que é possível fazer a portabilidade de previdência sem custos :D

      Abc e sucesso

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  11. Também uso pra aumentar a restituição e como planejamento sucessório. Tamo junto !

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